Nesta sexta-feira, 7 de agosto, data que marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, Juazeiro do Norte evidenciou a estrutura municipal voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. O município conta com uma rede de equipamentos especializados que oferecem acolhimento, proteção, acompanhamento e ações preventivas às mulheres em situação de violência.
A Patrulha Maria da Penha opera em Juazeiro do Norte desde 2019 e acumula 31.471 ações realizadas entre 2023 e julho de 2026. Só em 2025 foram 10.744 ações registradas. No primeiro semestre deste ano, o grupamento realizou 4.311 visitas domiciliares, acompanhou 636 medidas protetivas aprovadas e efetuou 30 prisões. Nesse período, o número de emergência (88) 9 3300-1414 registrou 1.070 ligações recebidas. Pioneiro no Ceará nesse modelo de policiamento especializado, o agrupamento já formou quatro turmas de novos agentes, com guardas municipais de diversas cidades do Cariri.
O Centro de Referência da Mulher (CRM) oferece atendimento interdisciplinar — psicológico, social e jurídico — com foco na ruptura do ciclo de violência. A ele está vinculado o Projeto das Marias, voltado aos autores de violência, com o objetivo de estimular a responsabilização e prevenir reincidências. O Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) também recebe denúncias de violência contra mulheres e as encaminha aos órgãos competentes para providências legais.
Os dez Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município mantêm grupos específicos de mulheres, com foco no fortalecimento de vínculos sociais e comunitários. Há ainda a Unidade de Acolhimento para Mulheres, resultado de consórcio entre Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, que garante proteção física e psicológica a mulheres em risco de violência ou morte, bem como a seus filhos. O equipamento é operado exclusivamente por profissionais do sexo feminino, incluindo advogada, psicóloga, assistente social, educadoras, cozinheiras e guardas civis.
Com informações de Flavio Pinto News.



