Portal G1 Ceará completa 15 anos com coberturas que marcaram o estado
Desde o lançamento em junho de 2011, o veículo noticiou os principais acontecimentos do Ceará, incluindo o vazamento do Enem, greves de policiais, a beatificação da Menina Benigna no Cariri e a descoberta de petróleo no interior.
O portal G1 Ceará completa 15 anos nesta quarta-feira, 3 de junho. Lançado em junho de 2011, o veículo acompanhou os principais acontecimentos do estado com informações em primeira mão e transmissões ao vivo de diversos fatos que ganharam destaque nacional. Ao longo deste período, a equipe também produziu conteúdos de utilidade pública e prestação de serviços para os cearenses.
Logo no primeiro ano de atividade, o portal revelou o vazamento de questões do Enem, quando um estudante de 18 anos publicou no Facebook fotos de cadernos distribuídos por um colégio particular de Fortaleza antes do exame nacional, em outubro de 2011. A investigação da Polícia Federal descobriu que um professor teve acesso a questões de um pré-teste e vazou 14 delas, resultando na anulação do conteúdo da prova. O veículo também registrou duas greves ilegais de policiais militares no estado, a primeira entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, e a segunda em 2020, quando o senador Cid Gomes foi baleado ao usar uma retroescavadeira para tentar entrar em um local onde os policiais estavam amotinados.
A cobertura acompanhou as manifestações de 2013 durante a Copa das Confederações, com protestos em Fortaleza contra a corrupção e os altos investimentos em obras esportivas. Entre 2013 e 2016, a Arena Castelão recebeu grandes shows internacionais com Beyoncé, Elton John, Iron Maiden e Paul McCartney, atraindo público de várias cidades cearenses e estados vizinhos. Em 2026, o público voltou a receber um grande evento do gênero com a vinda da banda norte-americana Guns N' Roses, em abril. O portal também cobriu a onda de ataques promovida por facções criminosas em 2019, quando uma ponte foi danificada com explosivos e uma torre de telecomunicação foi derrubada, além do desabamento do Edifício Andrea em 15 de outubro de 2019, que matou nove pessoas e deixou sete resgatados com vida após cinco dias de buscas.
Durante a pandemia da Covid-19, cujos primeiros casos no Ceará foram confirmados em 15 de março de 2020, o veículo acompanhou o colapso do sistema de saúde e registrou histórias que emocionaram o país. A técnica de enfermagem Maria Silvana Souza Reis, de 51 anos, foi a primeira a receber a vacina no estado, em 18 de janeiro de 2021. Em março daquele ano, um vídeo da enfermeira Ana Kalini construindo uma estrada de pedras para vacinar o idoso Francisco Henrique de Lima, de 102 anos, no Sítio Feijão, zona rural de Pedra Branca, ganhou repercussão nacional. O portal também denunciou o caso de racismo contra a delegada Ana Paula Barroso, barrada na loja Zara de um shopping em Fortaleza em setembro de 2021, e a cena de pessoas buscando comida em um caminhão de lixo no Bairro Cocó, gravada pelo motorista de aplicativo André Queiroz em 28 de setembro de 2021.
Entre as coberturas mais recentes, destaca-se a beatificação da cearense Benigna Cardoso da Silva em outubro de 2024, durante celebração realizada no município de Crato, no Cariri cearense, com o cardeal Leonardo Steiner representando o Papa Francisco e o bispo Dom Magnus Henrique Lopes conduzindo o rito. O portal revelou a tentativa da empresária Iracema Correia São Tiago de reivindicar cerca de 80% das terras de Jericoacoara, adquiridas em 1983 pelo então marido José Maria de Morais Machado e que teriam ficado com ela após o divórcio em 1995, sendo que o acordo extrajudicial foi desfeito em agosto de 2025. Outra história de grande repercussão foi a descoberta de petróleo pelo agricultor Sidrônio Moreira em Tabuleiro do Norte, em 2024, quando perfurava o solo em busca de água com um empréstimo de 15 mil reais, sendo que a Agência Nacional do Petróleo confirmou tratar-se de petróleo cru em março de 2026. Em abril de 2026, o veículo contou a história de Carlos André Marques, de 44 anos, flagrado ensinando o neto Moisés Lincoln, de 7 anos, a ler a palavra Vitória na traseira de um ônibus na avenida Mister Hull, enquanto trabalhava como catador de materiais recicláveis, ganhando depois a oportunidade de trabalhar como ajudante de pedreiro.