Juazeiro do Norte possui mais de 50 bens tombados e registrados como Patrimônio Histórico e Cultural, que vão desde construções históricas e documentos até práticas e tradições que fazem parte da memória da cidade. A data foi lembrada em alusão ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural, celebrado em 17 de agosto.
O acervo se divide em duas categorias. O patrimônio material — que totaliza 40 bens — engloba elementos físicos como a Casa de Padre Cícero, a Capela do Perpétuo Socorro, o Bangalô de Sebastião Amorim, o Testamento de Padre Cícero e o Livro de Registro Civil de Óbitos do 1º Cartório. Já o patrimônio imaterial reúne práticas e saberes como a Renovação do Sagrado Coração de Jesus, as quadrilhas juninas, a produção de cordel e de xilogravura, além de tradições como o Reisado, o Coco, as Bandas Cabaçais e as Lapinhas.
Em junho deste ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) aprovou o registro de dez Lugares Sagrados de Juazeiro do Norte como Patrimônio Cultural do Brasil. Integram a lista a Basílica Santuário de Nossa Senhora das Dores, a Casa dos Milagres de Padre Cícero, o Santuário dos Franciscanos, o Rio Salgadinho, a Ladeira do Horto, o Complexo do Horto, o Santuário do Coração de Jesus e o Memorial Padre Cícero — além da Casa de Padre Cícero e da Capela do Perpétuo Socorro, também protegidas no âmbito municipal.
O Coordenador de Documentação e Memória, Roberto Júnior, destaca a importância da preservação desses bens para a construção da memória do município e dos juazeirenses.
Com informações de Badalo (Crato).


